A pele e o adolescente

Clareamento de hipercromia supralabial

Eloisa Silveira de Vargas – Acadêmica. Graduanda em Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA Campus Carazinho. Carazinho. RS. Endereço Eletrônico: eloisavargas2011@hotmail.com

Andrea Guilhon – Orientadora. Docente do Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA Campus Carazinho. Carazinho. RS. Endereço Eletrônico: andreaguilhon@yahoo.com.br.

Sabemos que as hipermelanoses são classificadas em congênitas ou adquiridas e caracterizam-se por ser uma mácula de cor escurecida que ocorre com maior frequência nas mulheres, predominando-se frequentemente em regiões, como centrofacial, malar e mandibular, podendo atingir camadas como a epiderme e a derme. Este trabalho teve por objetivo analisar os efeitos do peeling químico tendo por associação ácido glicólico e ácido fítico à um despigmentante o qual utilizou-se alfa arbutin, para o clareamento de uma hipercromiada na área peribucal situada na região supralabial, uma vez que a técnica de peeling com ácidos e despigmentante têm funções de melhorar imperfeições de peles hiperpigmentadas. Para tanto foi realizado oito sessões da associação proposta, a qual foi aplicada uma vez por semana em um indivíduo do gênero feminino, com idade de 36 anos, residente na cidade de Espumoso – RS entre os meses de setembro a novembro de 2016. Antes e após as aplicações foram realizados registros fotográficos para mensuração dos resultados. Também foi realizado um questionário de satisfação, com relato da participante. Ao término das aplicações, após análise dos resultados, verificou-se que a associação proposta obteve resultados satisfatórios, uma vez que houve clareamento da região, diminuindo desta forma a hiperpigmentação, além de aumentar a luminosidade, o que contribuiu para a melhora da aparência da face.

Palavras-chaves: Hipercromia. Peeling químico. Despigmentante.

1 INTRODUÇÃO

A pele é um órgão que possui importante influência sobre o bem-estar e a autoestima das pessoas, isso quando está saudável, com boa aparência e livre de imperfeições. Para Gomes e Damazio (2006) e Gante (2013) a pele tem funções de revestimento corpóreo, proteção dos agentes agressores externos, termorregulação, proteção imunológica, percepção e secreção.

Através deste órgão que sentimos carinho, evidenciamos nossos sentidos, manifestamos alterações estéticas e algumas patologias. (STEINER, 2009).

Segundo Gonçalves (2013) os transtornos pigmentares são a terceira alteração de pele que prevalece de maneira geral, dentre eles citamos os melasmas, as sardas, as manchas senis e as hipercromias de diversas origens.

As discromias são patologias caracterizadas por alteração da cor da pele, que estão em total relação com distúrbios do sistema de melanócitos. (GONCHOROSKI; CÔRREA, 2005).

Kede e Sabatovich (2004) afirmam que a patogênese das discromias permanece desconhecida, pois diferentes tipos de fatores etiopatológicos podem ser citados, dentre os tais a predisposição genética, contraceptivos orais, período gestacional, cosméticos, drogas e distúrbios hepáticos e endócrinos. Ainda citam que essas desordens podem ser classificadas conforme a distribuição anômala de melanina.

As máculas hipercrômicas são caracterizadas por possuir uma coloração acastanhada, mais ou menos escura, de contorno irregular e limite nítido, que afeta áreas foto-expostas, sendo mais comum em mulheres. (JUNIOR; NEVES; OLIVEIRA, 2013).

Pimentel (2008) cita que os peelings químicos são indicações para o tratamento de manchas, cicatrizes e fotoenvelhecimento. Ressalta ainda que essas substâncias clareadoras e despigmentastes têm por ação promover uma alteração na pele que acelera a renovação celular, sendo das camadas mais profundas às mais superficiais.

Os peelings são considerados seguros e eficazes no tratamento de inúmeras alterações cutâneas e suas profundidades são classificadas como superficiais médias e profundas, as quais são mediadas pela concentração, pelo ativo e pelo pH das formulações. (MICILLO, 2013).

No tratamento das hipercromias buscamos atenuar o processo da mancha, renovando a pele e melhorando a sua aparência, sendo assim, Ribeiro C. (2010) afirma que o ácido glicólico atua como esfoliante por processo químico aumentando a renovação da epiderme e uniformizando a pigmentação da pele.

Gonçalves (2013) cita que o ácido fítico possui propriedades despigmentantes, antirradicais livres, antioxidantes, anti-inflamatórias e é ótimo para um programa de peeling químico.

Sampaio e Rivitti (2007) ressaltam que os ativos despigmentantes são destinados a clarear a pele e manchas pigmentadas, pois agem diretamente sobre o mecanismo de ação da produção de melanina. Os autores Ribeiro C. (2010) e Ribeiro D. (2013) trazem o relato que o alpha arbutin é um ativo despigmentante, que atua de forma mais rápida e eficaz e um de seus benefícios é igualar os tons da pele em todas as raças.

Desta forma, essa pesquisa teve como objetivo geral analisar o efeito dos peelings químicos associados a um ativo despigmentante para o clareamento de uma hipercromia peribucal localizada na região supralabial em uma paciente do gênero feminino.

2 HIPERCROMIAS

A pele quando não é agredida pelo sol caracteriza um aspecto livre de manchas possuindo pigmentações homogêneas e textura macia, mas tudo isso não possui significado quando se fala de manchas escuras. (ARAÚJO; MEJIA, [20–]).

Todo o processo de desordem da cor da pele é caracterizado como discromia e dentro dessa classificação encontramos as seguintes alterações: acromias, hipocromias e hipercromias.

Segundo Kede (2009) as hipercromias são manchas que acometem indivíduos de todas as raças e todos os sexos, variando a coloração do castanho-claro para o escuro. Não possuem descamações, atrofias, ceratoses foliculares e telangectasias.

O autor supracitado ainda ressalta que são alterações que se desenvolvem lentamente, usualmente simétricas e são classificadas pelas localizações malar, mandibular e centro facial, sendo nesta destacada a região supralabial.

Ribeiro D. (2013) exemplifica como manchas hipercrômicas as alterações como: o melasma, os efélides, os lentigos senis, os nevos, a incontinência pigmentar, a mancha mongólica, a melanose periorbicular, a hiperpigmentação em indivíduos negros, a melanodermia tóxica, a hipermelanose difusa associada a doenças sistêmicas, a hipermelanose por noxas físicas, químicas e mecânicas, a hipermelanose dorsal, a melanose solar e a fitofotodermatose. Etiologicamente essas disfunções estéticas são desordens advindas do excesso de produção de melanina. Essa produção é influenciada por diversos fatores, como a radiação solar, hormônio estimulador de melanócitos, endotelina-1, fator de crescimento dos fibroblastos basais e atividade de enzima e proteína estabilizadoras da tirosinase. (ARAÚJO; MEJIA, [20–]).

Segundo Nicoletti et al. (2002) a melanina é um biopolímero heterogêneo produzida por células especializadas denominadas melanócitos, encontradas na pele, no bulbo folicular e nos olhos, sendo sintetizada pelo sistema de melanogênese.

Esse processo é feito sob a ação da enzima tirosinase que transforma a tirosina em 3,4-diidroxifenilalanina (DOPA) e esta por meio de uma desidrogenação origina DOPA-quinona. Através desta síntese dois tipos de melaninas são sintetizadas, a eumelanina que constitui grupo homogêneo de pigmento destacando-se a coloração marrom e preta e a feomelanina que constitui grupo heterogêneo de pigmento, destacando-se a coloração amarela e vermelha. (GONCHOROSKI; CÔRREA, 2005).

Com base nisso Ribeiro C. (2010) explica que as diferenças da cor nas diferentes raças não se devem à quantidade de melanócitos, afirma que, o número permanece mais ou menos constante, o que interfere é o seu grau de atividade que é geneticamente variável.

Gomes e Damazio (2009) ressaltam que ao término desse sistema, a melanina é armazenada nos melanócitos e envolvida pelo complexo de Golgi intracelular, sendo assim, utilizam-se dos filamentos de miosina e dos prolongamentos dendríticos para ser transportada para o interior dos queratinócitos. O deslocamento da mesma acontece por processos de fagocitose, endocitose ou injeção direta.

Dessa forma a pigmentação da pele depende da natureza química da melanina, da atividade da tirosina nos melanócitos e da transferência da melanina aos queratinócitos. (GONCHOROSKI; CÔRREA, 2005).

A cor natural da pele se da por meio constitutiva na qual é controlada por fatores genéticos que atuam em todas as etapas da melanogênese, oferecendo características específicas aos melanossomas através de genes de pigmentação e por meio facultativo, o qual depende da exposição solar segundo Wilkinson e Moore (1990 apud GONCHOROSKI; CÔRREA, 2005).

A radiação ultravioleta (UV) é parte integrada dos raios solares, que ao atingir a pele penetram profundamente podendo resultar em reações. Estudos realizados comprovam que o Brasil tem uma grande área demográfica que contém maior incidência de raios solares, em questão do clima, sendo assim, os mesmos incidem na pele em um ângulo mais perpendicular. (RIBEIRO D., 2013).

Para Gonchoroski e Côrrea (2005), Purim e Wroblevski (2014) os raios ultravioleta A e B provocam eritema, edema, queimaduras e pigmentações, porém a radiação UVA oxida a melanina através de uma pigmentação direta, tendo maior atividade imunossupressoras e menos carcinogênica, já a radiação UVB promove uma pigmentação indireta tardia, podendo desencadear o envelhecimento cutâneo e alterações celulares.

Ainda ressaltam que esses dois tipos de estímulos de pigmentação, ativam a produção de melanina, sendo este o meio de defesa que a pele tem para se proteger dessas agressões, uma vez que a melanina também é um meio de fotoproteção natural do organismo.

Kede e Sabatovich (2004) e Ribeiro C. (2010) afirmam histologicamente que essa defesa da pele resulta na formação de manchas hiperpigmentadas, as quais podem estar situadas na camada epidérmica (sendo essas mais superficiais) e dérmica (mais profundas).

Nos casos de manchas mais superficiais, o depósito melânico possui maior concentração nas camadas basais e suprais, ocasionando manchas entre as células da camada córnea, possuindo coloração como já mencionada anteriormente e nos casos mais profundos esse depósito ocorre presença de macrófagos carregados de melanina, em arranjos perivasculares na derme superficial e profunda, neste caso o depósito ocorre por aumento dos melanócitos ativos e não pelo aumento da produção de melanina. (RIBEIRO C., 2010).

Um tratamento eficiente nas desordens de pigmentação necessita em primeiro lugar da avaliação, pois é através da mesma que será evidenciada a localização da hipercromia nas camadas. (Gonchoroski; CÔRREA, 2005).

Segundo Piatti (2016) os protocolos com peelings estão entre os tratamentos mais procurados na área estética, pois além de oferecer inúmeros benefícios, potencializam outros tratamentos e são ideais para o tratamento das hipercromias.

3 Peeling Químico 

Beleza é a busca pelo equilíbrio, hoje a medicina e as tecnologias vêm buscando um aumento na longevidade, fazendo com que as pessoas desfrutem do tempo com qualidade de vida, mas infelizmente as marcas do envelhecimento são inevitáveis. (CAMPOS; CARVALHO, 2009).

Segundo Alam, Gladstone e Tung (2010) uma bela face é o fator considerado, o mais importante no quesito atratividade, principalmente no caso da beleza feminina, quando não apresenta alteração na homogeneidade do seu tom.

Hoje os cuidados cosméticos consistem em usar protetor solar e substâncias que possuem propriedades despigmentantes e clareadoras. (RIBEIRO C., 2010; GONCHOROSKI; CÔRREA, 2005).

Com base neste fato Carmoma (2016) relata que diversas técnicas podem ser utilizadas, dentre elas destaca os cremes clareadores e os peelings químicos.

Peelings são abrasões na pele promovidas por ácidos, lixamentos ou lasers, tendo por ação promover uma alteração na pele que acelera a renovação celular, sendo das camadas mais superficiais às mais profundas. (PIMENTEL, 2008).

As tais características pertencem ao grupo dos ácidos que formam a família dos alfahidroxiácidos (AHAs), sendo substâncias que agem do extrato córneo à camada basal da pele, promovendo descamação. Os mesmos podem ser utilizados em todos os tipos de pele e em qualquer área do corpo, pois são considerados seguros. (RUBIN, 2007; PIMENTEL, 2008).

No entanto, Piatti (2016) salienta que a utilização dessas substâncias na área estética, devem possuir apenas abrasões superficiais, sendo que as mesmas proporcionam resultados satisfatórios aos tratamentos, mas que tudo isso dependem de algumas variáveis.

Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Micillo (2013) e Guerra (2013) a concentração, o pH e o tempo são os quesitos mais importantes quando dizem respeito a segurança da pele, pois em casos de concentrações muito altas, pH muito ácido e tempo excessivo, podem desencadear reações ao longo dos procedimentos, as quais destacam-se sequelas como as cicatrizes, manchas hipercromias e infecções.

Borges (2006) descreve quando se tem cuidado e controle nesses quesitos as reações podem ser evitadas, uma vez que os mesmos encontram-se em total relação com o efeito satisfatório do tratamento e com o mecanismo de ação dessas substâncias ácidas.

Para Gonchoroski e Côrrea (2005) os peelings agem por meio da destruição seletiva dos melanócitos, por inibição da formação de melanossomas, da biossíntese de tirosinase e daformação de melanina, ainda interferem o transporte da melanina, pois agem evitando a interação entre os melanossomas e os queratinócitos.

A proposta para tratamentos satisfatórios utilizando os ácidos baseia-se nos diferentes fatores como a paciência e a conscientização do paciente, conhecimento aprofundado da melanogênese e melanócitos, prevenção e proteção contra raios UVA e UVB, substâncias que penetrem e que clareiem a pele e a utilização de ativos que possam ser associados ao uso de peeling. (GONÇALVES, 2013).

Conforme Nicoletti et al. (2002) conceitualmente essas associações são produtos que possuem composição com propriedades despigmentantes, as quais atuam em região específica da hipercromia. Estão disponíveis no mercado nas formas como pomadas, cremes e loções.

Por meio do contexto apresentando ao longo desta pesquisa e pela literatura vigente, optou-se em utilizar duas substâncias ácidas associadas a um despigmentante, os quais serão mencionados a seguir destacando as suas características. 

3.1 Ácido glicólico 

O peeling por ácido glicólico constitui parte da família dos AHAS, derivado da cana de açúcar, este princípio ativo é o mais comumente utilizado em consultórios de dermatologia e em clínicas estéticas, pois é pouco irritante e fotossensibilizante, ou seja, não possui efeito tóxico a nível sistêmico. (TEDESCO, 2007; GUIRRO; GUIRRO, 2004; ALAM; GLADSTONE; TUNG, 2010).

Amaral et al. (2007) e Zampronio (2011) relatam que este esfoliante químico possui uma menor cadeia carbônica, portanto, confere maior poder de penetração na pele, sendo assim os autores Alam, Glastone e Tung (2010) dizem que sempre deve ser observada a concentração a ser usada, visando sempre o nível superficial, a qual seria agir no estrato córneo à área intraepidérmica.

Em 1996 estudos concluem seguro o uso dos AHAs em produtos cosméticos em até 10% de concentração, com pH 3,5. Recentemente novos estudos comprovam dermatologicamente que o ácido glicólico valida está informação e que pode ser utilizados em formulações isoladas ou combinadas, a agentes clareadores bloqueadores da tirosinase como o ácido fítico e ácido kójico. (AMARAL, et al. 2007; MÊNE et al., [20–]).

Segundo Alam, Glastone e Tung (2010) e Amaral et al. (2007) relatam que o ácido glicólico tem por objetivo aumentar a hidratação e a permeabilidade da pele, regularizar a queratinização, diminuir ligações entre os corneócitos, aumentar a elasticidade epidérmica.

Por meio dessas afirmações Ribeiro C. (2010) afirma que esse esfoliante é indicado para prevenção do envelhecimento, lifting cosmético, tratamento acne e discromias.

No entanto Flor, Davolos e Côrrea (2007) explicam que é essencial a utilização de protetor solar na região tratada e evitar ao máximo à exposição ao sol, isso impede que efeitos adversos se desencadeiem, uma vez que os mesmos podem piorar a aparência da mancha. 

3.2 Ácido fítico 

Extraído de sementes de plantas e grãos de cereais, como a aveia, as nozes e o arroz, esse ácido possui ação inibitória sobre a tirosinase, sendo muito usado como um despigmentante. (GONÇALVES, 2013).

Ribeiro C. (2010), explica que ele atua como um quelante, pois possui alta capacidade de quebrar cátions polivalentes como o cobre e o ferro. Essa ação lhe oferece uma faixa de pH muito ampla, as quais variam das mais ácidas para as mais básicas, sendo assim é considerado um ácido seguro.

Frequentemente utilizado em tratamentos de manchas hipercromicas, normalmente é associado ao ácido glicólico. Pode ser utilizado em peles com alto grau de sensibilidade e também exerce função significativa na substituição da hidroquinona (HQ), substância que vem sendo utilizada há décadas. (NICOLETTI et al., 2002). 

3.3 Alpha arbutin 

Conforme Ribeiro C. (2010), o arbutin pode ser extraído de diversos vegetais, principalmente da uva ursi ou da bearberry, sobre tudo Ribeiro D (2013) diz que normalmente é um ativo utilizado em concentrações de 2 a 4%.

Classificado por ser uma substância despigmentante, o alpha arbutin é um ativo clareador da pele que atua bloqueando a biossíntese da melanina epidermal por oxidação enzimática da tirosina e da DOPA. Sua eficácia confere-se as ligações alfa-gucosídica, as quais oferecem maior estabilidade e eficácia em relação as beta-arbutin, isso reduz o grau de bronzeamento após exposição UV. (GONÇALVES, 2013; SOUZA V., 2005). 

4 METODOLOGIA 

A presente pesquisa define-se como um estudo quase experimental, de caráter quantitativo e qualitativo com amostragem intencional a qual teve por intenção analisar os efeitos da combinação de peelings químicos associados a um ativo despigmentante para o clareamento de uma hipercromia facial localizada na região supralabial, sendo um estudo de um caso sem grupo controle.

O sujeito da pesquisa foi um individuo do gênero feminino, sendo nominada com as letras iniciais do nome e sobrenome em ordem crescente – F.S.H., com idade 36 anos, voluntária, residente na cidade de Espumoso – RS, que aceitou participar do estudo através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Para a contribuição na pesquisa, a participante foi selecionada através dos critérios de inclusão ao estudo, os quais foram: Gênero feminino; Presença de mancha hipercromica facial na região supralabial; Residente da cidade de Espumoso – RS; Aceitar a participação na pesquisa mediante assinatura do TCLE; Seguir todas as orientações quanto aos cuidados necessários esclarecidos pela pesquisadora durante as aplicações; Disponibilidade de horários para aplicação da técnica.

Os critérios de exclusão foram baseados nas contraindicações dos cosméticos utilizados, citadas por Garcia et al. (2006): Gestante ou estar realizando tratamento de fertilização; Reações alérgicas a aplicação de peeling químico; Presença de hipersensibilidade vascular na região a ser tratada; Lesões de câncer; Estar em processo de pós-operatório; Ter pele não íntegra na região; Ser fumante; Estar submetendo-se a outros tratamentos estéticos faciais.

A coleta de dados foi realizada entre os meses de agosto a novembro de 2016, na qual foram utilizados os seguintes métodos: Ficha de avaliação facial com registro fotográfico e questionário de satisfação com relato da voluntária. Todos esses métodos serviram para análise e mensuração dos dados obtidos antes e depois do tratamento.

Os registros fotográficos foram realizados com a participante em posição ortostática, em frente a um fundo azul, onde as fotos foram tiradas com vista anterior, com a câmera do tablete Sansung Galaxy Note 8.0.

A aplicação do protocolo aconteceu nas dependências do salão de beleza Personalité Cabeleireiros, em sala estética, localizado na cidade de Espumoso no Rio Grande do Sul, na Rua Doutor Flores 441, sala seis, segundo andar, sob CNPJ 15.053.717/0001-79, com telefone para contato (54) 3383 1750.

4.1 Descrição do procedimento

O protocolo proposto foi realizado através de oito aplicações com frequência de uma vez por semana da associação de peelings químicos e um ativo clareador, a qual conteve na formulação: ácido glicólico, ácido fítico e alpha arbutin.

A paciente voluntária foi posicionada em decúbito dorsal na maca, onde foi realizada a aplicação na área peribucal localizada na região supralabial.

Foram colocados rolos sob os joelhos para maior conforto durante a sessão do tratamento. A sequência do protocolo proposto ocorreu da seguinte forma:

  • Higienização da área da face foi realizada com gel de limpeza facial contendo como princípios ativos extrato Aloe Vera e Chá Verde. A aplicação se deu por meio de movimentos circulares e em seguida o gel de limpeza foi removido com compressas de gaze e algodão embebidas em água;
  • Esfoliação da face foi realizada com peeling físico contendo como princípio ativo hortelã. A aplicação se deu por meio de movimentos circulares e em seguida as micropartículas do peeling físico foram removidas com compressas de gaze e algodão embebidas em água;
  • Aplicação do peeling químico, composto por ácido glicólico 10%, ácido fítico 5% e alpha arbutin 4% com pH de 3,5. Este blend permaneceu na área supralabial por 10 minutos, conforme as explicações de Alam, Gladstone e Tung (2010) e após foi removido com o auxílio de compressas de gaze e algodão embebidas em água;
  • Em seguida à remoção do blend químico foi finalizado com o protetor solar facial La Vertuan Dermocosméticos Bio-Hidrat FPS 30 por toda a face e a região da aplicação.

Para complementar o tratamento foi orientado ao paciente a utilização de home care, contendo como princípio ativo ácido glicólico 5%, ácido fítico 2% e alpha arbutin 2% possuindo  pH de 4,5 em base gel.

O peeling químico e o home care foram manipulados pela Farmácia de Manipulação Botânica Beauty LTDA, localizada na cidade de Passo Fundo – RS, sob CNPJ 06.214.182/0001-80, com telefone para contato (54) 3045 1002 e responsabilidade da farmacêutica Andrea Guilhon CRF 5834.

A paciente foi orientada a utilizar o home care uma vez ao dia no período noturno, com a pele devidamente limpa. Também foi recomendado o uso de protetor solar La Vertuan Dermocosméticos Bio-Hidrat FPS 30 em toda face destacando a região do tratamento, sendo que o mesmo deveria ser reaplicado a cada três horas.

5 ANÁLISES DOS DADOS E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 

Após o término das oito aplicações da associação do ácido glicólico, ácido fítico e alpha arbutin, os resultados foram compilados e apresentados através de análise descritiva seguida de discussão com dados baseados na literatura vigente. 

5.1 Ficha de avaliação 

Paciente F. S. H, 36 anos, dona de casa, casada, apresentava como queixa principal hipercromia supralabial, uma vez que a mesma não teve origem especificada, pois conforme os relatos da paciente na história da doença pregressa (HDP) relatou não fazer uso de protetor solar todos os dias, comunicou que realizava epilação com cera, teve duas gestações e que faz uso de contraceptivo oral (Diane® 35). A paciente afirmou que realizou tratamentos anteriores para esta queixa, sendo que o último ocorreu no ano de 2014. Perante o histórico e hábitos de vida destacamos as informações mais significativas: Não faz uso de medicação e somente relatou ter alergias (medicamento neosaldina e corante alimentício amarelo); Como antecedentes cirúrgicos, relata ter feito cesariana e cirurgia de apendicite; Pratica atividade física duas vezes por semana; Sua dieta é balanceada e a ingesta de água fica em torno de um litro por dia; Tem trânsito intestinal irregular; Declarou não ser fumante e que não ingere bebidas alcoólicas frequentemente; O método anticoncepcional é via oral e afirma não estar em período gestacional.

Quanto aos cuidados diários com a área facial a paciente relatou usar somente sabonete facial e filtro solar FPS 30 sem reaplicações ao dia. Na avaliação específica da pele o grau de hidratação conferiu uma pele desidratada, portando lubrificação alipídica e grau de queratinização como delgada e lisa.

Pele com fototipo III com alterações pigmentares do tipo hipercromias localizadas na região frontal, zigomática e supralabial. A face da paciente apresentava alterações vasculares denominadas como telangectasias, por serem pequenos vasos na região nasal e zigomática, além de comedões abertos e fechados.

5.2 Registros fotográficos 

Na sequência iremos acompanhar as fotos da paciente, uma vez que os registros fotográficos foram realizados para demonstração dos resultados após o tratamento. A figura 1 evidenciamos a região supralabial a qual apresenta uma hipercromia, antes do tratamento proposto, já na figura 2 acompanhamos o resultado após as oito sessões.

Figura 1 – Região supralabial antes das aplicações                             

 

Figura 2 – Região supralabialapós as aplicações

 

 Fonte: Coleta de dados entre os meses de setembro e novembro de 2016. Espumoso – RS.

Através dos registros fotográficos podemos observar que por meio da associação proposta, a paciente da pesquisa obteve uma diminuição significativa no clareamento da hipercromia supralabial, mesmo ficando mais claro, ainda existem resíduos da mancha.

Os peelings químicos são os melhores recursos usados para o rejuvenescimento, pois não interrompem o curso de vida diária da pele, uma vez que promovem esfoliação seguida de renovação celular. (PIMENTEL, 2008).

Para Ribeiro D. (2013) os tratamentos que prometem renovar a aparência da pele têm por consequência atenuar manchas hiperpigmentadas, suavizam sinais e melhoram a qualidade e a uniformidade da pele.

No entanto Pimentel (2008) cita que uma esfoliação nas camadas mais externas, ativa um mecanismo que estimula e renova o crescimento celular, resultando em uma aparência mais saudável e bonita, derivadas de alterações na arquitetura celular.

Foram evidenciadas melhoras quanto à qualidade dos tecidos, sendo que após a aplicação do tratamento, a área peribucal apresentou melhoras nas rugas estáticas e linhas de expressões, como o sulco nasogeniano.

Ao aplicar peeling químico na região ocorre a remoção do estrato córneo, o que permite uma penetração de substâncias, a qual leva ao organismo produzir uma resposta inflamatória tecidual, estimulando o colágeno. Tudo isso ocorre porque o peeling atua reduzindo a coesão entre as células, pois reage como “cimento” que existe entre a queratina, resultando assim numa superfície cutânea mais lisa. (PIMENTEL, 2008; GOMES; DAMAZIO, 2009).

Também podemos observar uma melhora no aspecto geral da pele de toda a face e no brilho cutâneo, aumentando a luminosidade das regiões.

O ácido glicólico também conhecido por ácido hidroxiacético age na pele como um querato-regulador, ou seja, além de promover aumento das fibras de colágeno e elastina, melhora a flexibilidade e aumenta a hidratação da pele. (ALMEIDA, 2008; GUIRRO; GUIRRO, 2010).

Gomes e Damazio (2006) explicam que essas características são derivadas do mecanismo de umectação que os AHAs possuem, pois eles têm por objetivo aumentar o nível de água tecidual.

5.3 Questionário de satisfação 

Em relação ao questionário de satisfação, a paciente da pesquisa relatou ter gostado da forma como os procedimentos foram realizados e afirma ter observado melhora da textura e da aparência da pele no geral. 

“Notei que a pele, na região tratada está mais macia em relação às outras partes do rosto”. 

Com o avanço da idade e por outros motivos, o ciclo de renovação celular da pele diminui, o nível de desidratação aumenta assim ela torna-se mais seca, enrugada e frouxa. (KEDE, 2009).

Pimentel (2008) explica esse fato afirmando que a pele ao entrar em acomodação ela acaba por não responder de forma rápida aos tratamentos, porém isso não ocorre quando os tratamentos são submetidos por ácidos químicos, pois os mesmos aumentam o efeito cosmético, melhorando a hidratação e a plasticidade, resultando em um grau de maciez mais elevado. 

“Depois que comecei a usar o protetor solar recomendado e reaplica-lo durante o dia, notei que minha pele clareou, no sentido geral”. 

O Brasil tem seus padrões de beleza inovados, os quais elegem a pele bronzeadaa mais bela, por meio deste fato, os banhos de mar e de piscina tendem a aumentar no cotidiano dos indivíduos, resultando em exposições solares mais prolongadas. (SOUZA; FISCHER; SOUZA, 2001).

Ribeiro D. (2013) explica que o bronzeamento é uma forma de defesa do organismo, o qual têm por objetivo ativar a melanina para reduzir a penetração das radiações UVA e UVB. Ainda ressalta que os filtros solares são substâncias formuladas para proteger a pele dessas radiações.

No entanto Kede e Sabatovich (2004) afirmam que a fotoproteção solar adequada quando associada aos tratamentos com despigmentantes tópicos, proporcionam respostas terapêuticas eficazes, acima de 95% aos pacientes.

O tipo de pele e o fator de proteção solar (FPS) interferem nesses resultados, onde as peles com tonalidades mais claras (fototipo I, II, III) necessitam de FPS mais elevados enquanto os fototipos mais escuros (IV, V e VI) podem ser utilizados FPS mais baixos, para garantir a proteção. (RIBEIRO D., 2013).

Nos estudos de Portilho (2014) ao final de todo e qualquer procedimento facial é fundamental a aplicação do fotoprotetor, pois a área tratada tende a ficar sensibilizada, necessitando de proteção, sendo assim Drummond (2016) salienta a importância da reaplicação do protetor solar, uma vez que ele praticamente perde sua eficácia, em exposições solares prolongadas ou quando entra em contato com água.

A paciente informou que notou melhora no processo de despigmentação da mancha e que teve alguns desconfortos nas sessões, uma vez que houve ardências em determinados momentos durante a permanência dos ácidos na pele. 

“Notei que a minha mancha clareou bastante. Estou muito feliz e satisfeita com o resultado, pois era uma coisa que me incomodava muito e me deixava triste”. “Nas sessões eu sentia umas ‘pinicadinhas’ e uma ardência, parecia que a minha pele repuxava. Notava que a região ficava vermelha e pouco quente, mas tudo bem suportável”. 

Ao indicarmos um tratamento a uma paciente, estamos passando o nosso conhecimento e em contrapartida ela nos deposita confiança. O resultado obtido ao longo das sessões será a consagração deste ato. O tratamento das manchas é desafiador, mas no final é um prazer ver a satisfação desses pacientes. (CAMARGO, 2016).

Pimentel (2008) explica que os tratamentos que envolvem peelings químicos provocam certos desconfortos a pele, nos quais destaca o vermelhidão, o repuxamento e o leve ardor, sendo que os mesmos são considerados normais nas sessões.

Neste sentido Mêne et al. ([20–]) explica que esses desconfortos são minimizados assim que o peeling químico é neutralizado com água, enfatizando que nos próximos minutos de pós peeling o eritema tende a desaparecer.

A paciente quando foi questionada, se fosse convidada para participar de outro estudo cientifico, aceitaria ser voluntária novamente. O relato da mesma foi o seguinte:

“Lógico que sim! Pois além de eu me beneficiar com um resultado ótimo eu ainda tive um acompanhamento significativo, que me fez eu me sentir segura”. 

Segundo Camargo (2016) todos os profissionais da área estética, para obter um retorno positivo dos pacientes necessitam estar atualizados e ter confiança no que estão fazendo, pois este é o único meio de passar segurança aos pacientes. Ainda diz que ter consciência de que as pessoas procuram por tratamentos, porque querem o melhor para si é algo primordial, sendo assim precisamos dar o nosso melhor para que isso aconteça. Temos que valorizar nosso trabalho, atender com carinho e com muito capricho para fazer valer a pena o investimento em nós depositado. 

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A mancha hiperpigmentada é uma alteração estética que acomete indivíduos de todas as etnias, fototipos (I, II, III, IV, V e IV), sendo que a mesma se desencadeia com maior frequência em indivíduos de gênero feminino, sendo de caráter multifatorial. O tratamento envolvendo peeling por associação de ácidos químicos a uma substância despigmentante teve como intuito promover melhora da pigmentação deste tipo de discromia e desta forma influencia de modo positivo na autoestima destes pacientes.

A paciente envolvida no estudo relatou ter notado melhoras significativas na pigmentação da mancha e na luminosidade da face num todo, o que comprova que a associação obteve bons resultados e que o profissional tecnólogo em estética pode sim atuar em prol destes pacientes, desde que haja pleno conhecimento sobre a alteração e sobre as técnicas que podem ser utilizadas no tratamento.

Fica claro que a associação proposta ameniza o transtorno estético de hiperpigmentação, sendo assim, esse tratamento é uma forma a mais de terapia que o profissional pode utilizar, pois contribui com uma melhora na aparência da mancha promovendo um resultado significativo na autoestima dos portadores desse transtorno.

Portanto, acredita-se que estudos como este são de grande relevância, pois fica comprovado que a associação de ácidos químicos à uma substância despigmentante é capaz de proporcionar melhoras significativas na aparência das hipercromias, comprovando que a área da estética pode contribuir não somente no quesito beleza, mas também na melhora do bem estar dos pacientes.

No entanto, para que se obtenha mais confiabilidade na eficácia da técnica, é necessário que o protocolo seja realizado em uma amostra maior de indivíduos, uma vez que o mesmo pode ser associado a outros procedimentos estéticos que podem potencializar ainda mais os resultados obtidos. 

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[1] Acadêmica. Graduanda em Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA Campus Carazinho. Carazinho. RS. Endereço Eletrônico: eloisavargas2011@hotmail.com

[2] Orientadora. Docente do Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA Campus Carazinho. Carazinho. RS. Endereço Eletrônico: andreaguilhon@yahoo.com.br

 

http://negocioestetica.com.br/site/clareamento-de-hipercromia-supralabial/

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